"Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos.Mas, uma tempestade sopra do paraíso e prende as suas asas com tanta força que ele não pode mais fechar-las" (Walter Benjamin, Teses sobre o conceito de História)
5 de dez. de 2011
Entre sonhos e amores perdidos
28 de nov. de 2011
Dos amores perdidos
13 de jun. de 2011
Mapas das Escolhas
Mas, o acaso de encontrar uma pessoa não determina o amor. São as escolhas, a construção entre pessoas. Podemos nos encontrar por acasos, mas o acaso não determina nossas vidas.
17 de mai. de 2011
Das Divindades
Os deuses existem na medida em que os homens os criam. No mais recente filme da Marvel, Thor, esta é a receita que transforma Thor em Deus. Ele só é visto como Deus pelos humanos, em Asgard ele é apenas o herdeiro inconseqüente do trono, por mais forte e valoroso que este seja em batalha.
Qual seria a razão de necessitássemos tanto de Deuses? Em tempos remotos precisávamos deles para negociar com a natureza, mas, agora qual é sua razão de realmente existir?
Conforto? Esperança? Encontramos isso nas nossas relações O outro é capaz de assumir estas responsabilidades. Então se temos de deusificar algo que seja o outro.
Mesmo o poderoso Thor, deus entre os homens, apenas supriu suas faltas diante do Outro. Diante do amor por uma mortal seu modo de ser rende a coração do homem. Uma mulher foi capaz de transformar Thor em guerreiro digno de seu trono, o amor é conquista do fogo até mesmo se este fogo fosse o dos deuses.
Nessa conquista do fogo o amor é Prometeu, é aquilo que se deve adorar, é o Deus que vale a pena e é o Deus libertador.
7 de ago. de 2010
Nova ordem

Ela com um toque é capaz de absorver a energia vital de qualquer um, ele a ama. Ele é capaz de conquistar qualquer mulher, ela incapaz de beijar o homem amado. Juntos são separados, incapaz de realizar o amor tal qual conhecemos. Mas, o que se pode conhecer sobre o amor?É a beleza do mistério.
Gambit e Vampira[1] realizam o seu amor dentro de suas possibilidades e transformam suas possibilidades em amor. É na superação do modelo de relacionamento normal que reside a beleza desta relação, é na criação de algo novo e único que reside a beleza do amor.
O amor é inesperado, de forma total para qualquer um, principalmente para aqueles que mudam a ordem e é nesta mudança da ordem que reside a força. Mas, no fim das contas é apenas o amor que acontece...
Um amor sem toques é uma anormalidade, mas, o que é normal no amor.
[1] Personagens de X-men
12 de jun. de 2010
A conquista do Fogo. Ato III


A travessia do herói em Evangelion é surpreendente, as escolhas, as veredas, os recuos... É na travessia que reside à beleza desta história, pois, a beleza é a transformação e em Evangelion “Viver é estar em constante transformação” e ainda mais nós somos responsáveis de escolher os caminhos das mudanças, apenas não podemos evitá-los.
Nem mesmos os anjos estão livres da maldição da liberdade, nada escapa as forças da escolha, pois, a liberdade aqui entendida é sartreana. Ou seja, a liberdade é capacidade de fazer com o que os outros fazem conosco.
E mesmo na batalha final da sobrevivência de duas espécies: Os anjos e Os Homens; a possibilidade de escolha não é negada a ninguém. O ultimo anjo a oferecer combate já estava entre os homens e convivia com o nosso herói, e através da convivência o coração do anjo fora conquistado.
O ultimo anjo escolhera forma de homem e diante do fim do mundo ele disse: Não. A forma passa a ser tão importante quanto o conteúdo, pois, ao final percebemos que os seres humanos e os anjos sempre foram mais iguais do que percebemos.
O ultimo anjo e a ultima batalha foram travadas no coração, a escolha do Não condenou os anjos e salvou a humanidade, mas, nunca fora o objetivo deste anjo salvar a humanidade ao se abster da existência. Ele apenas desejava salvar o Herói, a humanidade que ao começo desta travessia sempre fora salva pelo individualismo dos pilotos dos monstros, teve sua salvação dos anjos através do coração de um anjo.
A conquista do amor do inimigo é o milagre total humano, pois, apenas o anjo em forma humana fora capaz de ser-para-si-para-o-outro, tal como um homem. Ao abandonar a solidão angelical ele entendeu que apesar do inferno ser Os outros é preciso que algumas pessoas sejam preservadas juntas ao coração, pois, se o inferno realmente são Os outros o Paraíso solitário dos anjos é um lugar pior que este inferno.


