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16 de jul. de 2010

Vítimas e Heróis




Já não podemos aceitar heróis que são vítimas, mesmo quando as tragédias que os formaram estas não podem vitimá-los. A tragédia é vida e nos, seres humanos, somos trágicos e de fato parece ser um destino manifesto, mesmo quando somos cômicos.

Mas, o mundo ainda é cristão... E este mundo cristão é dado escolher a vítima como herói, é o crucificado, aquele que sofre, o que sangra é que se torna herói. Por isso, que os heróis são vitimados em suas genesis, filhos da dor, Batman, Super-Homem, Homem-Aranha... São os que sofrem, por isso são heróis.

Mas, a esperança se reacende em suas roupagens novas, em The Dark Kingnight a morte dos pais de Batman não é si quer citada, não passa de um passado que já passou. Ainda é preciso fazer mais, é preciso vencer a vítima, mas, vários heróis já não são mais vitimas, Homem de Ferro, Capitão América... A existência desses heróis que não são vítimas é a esperança.

O cristianismo já teve dias melhores...

13 de mai. de 2010

Sem Salvação




Em um combate, o medo é uma arma que não pode ser desprezada. Aldo “o Apache”, líder dos Bastardos Inglórios, leva esta idéia para a 2º Guerra Mundial.

Os Bastardos são um pequeno grupamento formado por judeus que em 1941 atravessam a fronteira da guerra para combate os nazistas na França. Porém, estrategicamente este grupamento não tem nenhum objetivo ligado diretamente para dar fim a guerra. Seu objetivo é levar o terror as tropas inimigas. Estes heróis não oferecem salvação, apenas o terror. O medo é a principal arma destes judeus errantes.

Assim, estes heróis encontram o caminho da salvação, ao abandonar a esperança do messias. A espera do messias é uma das características mais importantes da religiosidade judaica, apenas, quando estes heróis superam sua condição inicial é que eles se forjam heróis.

Tal quais as aberrações: Hulk, Motoqueiro Fantasma, Spawn... A espera judaica da salvação é uma aberração que entrava a cultura ocidental. Apenas ao abandoná-la os Bastardos Inglórios conseguem trilhar o caminho da salvação. Chegando ao ponto de conseguir em uma das cenas mais fantásticas do cinema matar Hitler e todos os altos membros do partido Nazista.

“Ninguém vem tem salvar” é este o caminho da salvação.

7 de mai. de 2010

Ninguém para te salvar

Os super-heróis oferecem a salvação para uma humanidade que é apática ao seu próprio drama, os trágicos heróis querem salvar a humanidade ao lutar com suas próprias tragédias. Desta forma não existe ninguém para te salvar. Existe salvação para quem aceita a proposta fascista do Bataman “Dark Kingth”.

A sociedade é apática para aqueles heróis que tentam simbolizar algo, aquele que tentar ser o melhor, a tragédia não pode ser compartilhada, pois, somos solidão radical e isto em ultima estância permite que compreendamos a tragédia, mas, impossibilita o compartilhamento da dor destas tragédias.

Esperamos por Deus, por gladiadores, por santos, por Marx, por heróis... Mas, nada é capaz de nós salvar. Estamos sós e ponto final.

É preciso aceitar a tragédia, entender que as nossas falhas são partes da nossa humanidade, que somos para a morte. O caminho trágico do herói é a possibilidade aberta para a salvação, jamais o próprio herói será capaz de salvar a humanidade.

8 de abr. de 2010

Salvação e Vendeta


Muitas são as histórias que a vendeta é o centro das ações, para não recuar muito ao passado um dos marcos deste tipo de história é o Conde de Monte Cristo que serviu de inspiração para V de Vingança.

Em V de Vingança somos levados para uma Inglaterra de um futuro mais próximo do que gostaríamos, existi uma ditadura fascista na Inglaterra que se estabeleceu através do medo. Porém, este medo foi deliberadamente construído pelos membros de partido fascista em questão, o plano foi usar uma assustadora arma química contra o próprio país e culpar mulçumanos pela morte de mais de 15 mil pessoas. Os alvos escolhidos aumentavam a catástrofe: Um colégio, uma estação de metrô e uma unidade de tratamento de água.

A ditadura instalada se sustenta pela força, controlando os meios de comunicação, toque de recolher, ajuda da igreja, mas, o fator mais importante é a conivência e permissividade do povo.

Ai que entra em ação o nosso Herói que em linhas gerais se apresenta apenas como alter-ego, seu nome é apenas V, mas, como ele mesmo diz: “eu sou um resquício de Vox populis”, Na ver versão cinematográfica esta característica é ainda mais marcante.

Sozinho V não acaba com a ditadura, sozinho ele apenas consegue ter sua vingança pessoal. A função dele na história não é ser o messias, mas, sim ser o Zaratrusta de Nietzsche, aquele que anuncia o homem-que-supera-o-homem, então, V precisa mostrar que existe algo errado na forma política adotada.

Ao longo de um ano V ínsita o povo a não aceitar a situação de falta de liberdades individuais, através de atos de terrorismo V abre caminho para o povo mudar a situação. Sem mostrar vacilação ele destrói prédios históricos, invade prédios com dinamite envolta do corpo e invade a programação de TV estatal para dizer a sua mensagem.

Apesar de nosso herói não ser o salvador e a partir dele que salvação é construída, mostrando que é possível a própria humanidade se salvar (dentro do possível é claro).

3 de abr. de 2010

Complexo de Messias

Entre fascismo e heróis onde foi parar o sonho americano?
Segundo o Comediante: "Ele se realizou!", isto que temos como centro de discussão é resultado da história americana, o self-made-man levou os heróis ao olho do furacão ou será algo mais profundo? ou será que os homens buscam messias humanos e super-humanos ao mesmo tempo?
Para tanto criamos deuses que são nossas imagens e semelhanças, sempre atribuirmos a salvação aos outros que são nós mesmo.
A história do messias é o próprio desejo de salvação da humanidade, Jesus era o super-man de seu tempo, enquanto, esteve ausente da história (dos 12 aos 33 anos) ele era o Clark Kent.
Mas, porque, precisamos ser salvos?